Internada há 14 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) para tratamento de hipertensão, Ana Lúcia Gomes de Moraes, de 52 anos, teve uma manhã calorosa na última quinta-feira, 12 de agosto. A paciente, por alguns instantes, se distanciou do ambiente hospitalar, sentiu a luz do dia e contemplou o jardim da unidade.

A ação faz parte do projeto “Jardim Terapia”, um espaço próprio e seguro onde os pacientes têm momentos ao ar livre. O Jardim Terapia proporciona aos pacientes um atendimento humanizado com intuito de contribuir para a sua recuperação, de forma a minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização.

O passeio fora das paredes do hospital teve ainda o reencontro da paciente com a família por chamada de vídeo, já que as visitas estão suspensas desde o início da pandemia. De acordo com a fisioterapeuta Nayara Martins da Silva, foi mobilizada uma equipe multiprofissional para proporcionar o momento à paciente.

“Hoje pela manhã notei que a dona Ana Lúcia estava mais chorosa. Sabemos que o ambiente de UTI geralmente é hostil, impessoal, e gera medo. Como ela é uma paciente estável, resolvemos levá-la ao jardim para ela ter uma vivência diferente, ver pessoas e sentir acolhida. Para tornar o passeio mais singular, fizemos uma chamada de vídeo com a família. A paciente retornou para o leito com outro astral, mais feliz e satisfeita”, explica Nayara.

Para a psicóloga Andryelle Fernandes Sousa, o paciente hospitalizado, principalmente em UTI, tem uma perda das estimulações sensoriais e afetivas. “Quando levamos o paciente para um contexto que foge da realidade de privações ocorridas na hospitalização, damos-lhe a oportunidade de vivenciar contextos que estavam ligados anteriormente à internação”, relata.

Andryelle reforça que a humanização já faz parte da rotina do HMAP. “Nosso intuito é oferecer um atendimento de excelência com acolhimento e cuidado humanizado, focado na satisfação do paciente”.

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