O primeiro paciente curado de COVID-19 recebeu alta na manhã dessa sexta-feira, 15, do Centro de Atenção COVID-19 de Santana. David Sarmento Ramos, 60 anos, é de Santana e estava internado na rede pública desde o dia 8 de maio. Ele ficará em isolamento domiciliar ainda por 10 dias, como medida preventiva para garantir a recuperação, não ter risco de nova contaminação e nem disseminar a doença.

De acordo com o médico André Franco Ribeiro, diretor técnico do Centro COVID-19 de Santana, a recuperação do paciente foi considerada excepcional. Ela surpreendeu até os profissionais de saúde. A idade, 60 anos, coloca-o no grupo de risco, o que aumenta a preocupação dos técnicos da assistência.

Enfermeiros, técnicos, médicos e outros profissionais fizeram um corredor na saída com balões e palmas para receber o paciente que se despedia da internação. “Fiquei muito agradecido com o tratamento e a paciência que tiveram comigo. Desejo que Deus os proteja nesse trabalho e nada aconteça”, comentou ele na saída. David Sarmento contou ter ficado impressionado com o que viu durante a internação por causa da COVID-19. “Vi pessoas sofrendo muito ao meu lado e até morrendo sem que eu pudesse fazer alguma coisa”, lembrou.

A superintendente-executiva do IBGH, Organização Social que faz a gestão do Centro COVID-19 de Santana, Lázara Mundin, liderou o pelotão que esperava a saída de David Sarmento Ramos na entrada da enfermaria. “Esperamos que o senhor tenha sido bem tratado e ficado satisfeito. Esse é nosso lema: acolher e cuidar”.

Pioneira

A primeira paciente intenada no Centro de Atenção ao COVID-19 de Santana foi Juliana do Nascimento Pereira, de 30 anos. Ela chegou na unidade dia 12 e no início da tarde da sexta-feira passada (15) também recebeu alta. Podendo assim, ir para casa com recomendação de isolamento domiciliar.

O médico André Franco Ribeiro explica que o tratamento contra a COVID-19 no Centro de Atenção de Santana está seguindo um protocolo rigoroso de uso do coquetel descrito em ordenamento governamental com prescrição de cloroquina, azitromicina, nitazoxamida e ivermectina.

Essa matéria foi originalmente publicada no Portal Diário do Amapá.

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