O Centro de Atendimento Clínico Covid-19 Zona Sul realizou uma palestra alusiva ao Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes. O Biomédico Nicolas André Silva dos Santos falou sobre os sintomas, diagnóstico e o tratamento da doença para o público presente do hospital.

A anemia falciforme é uma categoria de hemoglobinopatia, caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia.

Os sintomas geralmente aparecem entre os 5 e 6 meses de vida. A expectativa de vida de pessoas com anemia falciforme pode variar entre 40 e 60 anos. As principais complicações que o portador da doença pode apresentar durante sua vida são: infecções de repetição, complicações pulmonares, neurológicas, renais, hepatobiliares, oculares, priapismo e úlceras de perna e outros.

De acordo com Nicolas André, o diagnóstico é realizado por meio do ‘teste do pezinho’. Quando a doença é diagnosticada, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado. “Os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade da doença, para tratar as crises e a praticar medidas para sua prevenção. A equipe é formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas”, disse o profissional.

Atualmente existem três benefícios previdenciários que podem ser solicitados ao INSS pelos portadores da doença falciforme: direito ao auxílio-doença; direito a aposentadoria por incapacidade permanente e o direito ao Benefício Assistencial (LOAS).

No final da Palestra, foi realizado uma mesa de conversa com os colaboradores presentes e a entrega de certificado.

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